Devido às vicissitudes da vida (Ele está lá!) tenho vindo a descobrir um país do qual apenas sabia / imaginava o seguinte:
- situa-se no leste da Europa;
- faz frio muito frio;
- o drácula andou por lá;
- carros a circularem por caminhos de cabra;
- e a exportação de emigrantes que insistem em vender o jornal Borda-de-água ou em limpar os vidros dos carros nos semáforos espalhados por essa Lisboa fora.
Contextualizando:
Há três semanas atrás o meu militar apenas com o bilhete do avião, mochila nas costas e quatro amigos debaixo do braço diz-me “Linda, vou descobrir a Roménia!” - M. Hum… “Marcações de hotel?” – S. “Não, vamos à descoberta!” – M. Hum… “Quanto tempo?” – S. “Duas semanas!” – M. “OK!” – S.
Ele à com cada um! Mas pronto é a tropa. Estão a imaginar a festa da mangueira na Roménia?!
Assim sendo, estas duas ultimas semanas tenho acompanhado a viagem à distância recorrendo a descrições de quem está lá e encetando buscas pela Internet.
Antes de mais a Roménia é um país da Europa Oriental limitado a norte e a leste pela Ucrânia, a leste pela República da Moldávia e pelo mar Negro, a sul pela Bulgária e a oeste pela Sérvia e pela Hungria. Entrou paras a União Europeia a 01 de Janeiro de 2007 e a sua capital é Bucareste.
O nome Roménia vem de Roma ou do Império Romano (Oriental) e enfatiza as origens do país como província do Império Romano. A população é constituída sobretudo por romenos (89.5%), húngaros (6.6%) e ciganos (2.5%) e a religião principal é a ortodoxa romena (86,7%) seguindo-se a católica romana (4,7 %), a protestante (4,2%) e a católica grega – uniate (0,9%).
Passemos à viagem:
Chegada a Bucareste (1) às 11 da noite com o seguinte mote “Inicio da aventura da procura do alojamento perdido”. E onde é que pernoitaram? No comboio (obviamente!) a caminho do Mar Megro (2).
Ficaram de papo para o ar, a torrar, durante os 4 dias seguintes.
Depois seguiram para Brasov (3).
Decidiram alugar um carro e seguir para sul para Constanta (4). Descrita por quem lá está como a Riviera Romena. Caminhos de cabra? Alguns nas povoações mais remotas! Mas na generalidade as estradas que existem até são muito boas. Ficaram 3 dias.
E ao oitavo dia um telefonema! Voz de bagaço, arrastada e pausada, reflexo com certeza de muitos quilómetros de animação e cansaço. Estava a chover!
Confesso que me sossegou e confortou o coração.
Seguiram para a Trasnsilvânia onde, segundo relatos recentes, visitaram o castelo do drácula (5) e tiveram direito a brinde – viram ursos selvagens!
Seguidamente lançaram a âncora em Bucareste (6) onde se mantêm até hoje.
Cada vez mais as minhas costas começam a almejar uma mochila!
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