
Também durante anos fui perseguida com a pergunta “Então para quando o casamento?”. E era, nesse momento, que eu revirava os olhos, desfazia o sorriso e convictamente dizia em tom assertivo “Eu não me vou casar!”. Tantas vezes o disse, e tanta segurança (ou seria antipatia?!) demonstrei, que a pergunta foi-se desvanecendo até se extinguir.
Também sou assumidamente romântica I., provavelmente até demais! Vivo os sentimentos com exasperação pensando que se não os aproveito até à ultima gota então não vale a pena. Entrego-me totalmente e sem rede. Dou-me e dou! E por isso, estou sempre em risco de quebrar, por vezes pedaço a pedaço, e garanto que é muito mais doloroso.
Também nunca esbocei um casamento de sonho, com vestido, flores, convidados, missa, alianças,… Nunca foi uma ânsia, nunca foi um querer.
Imaginei-o sempre como um acontecimento hipócrita (sem condenar quem o considera um desejo) que apelava ao gasto excessivo de dinheiro e a um contrato - onde eu me tornava literalmente dele e ele se tornava literalmente meu. Como se o amor, de facto, precisasse de um papel e a relação de se tornar visível aos olhos de todos (a famosa anilha!).
Era contra o casamento? Sim, assumidamente!
A tomada de posse causa ruído no amor. Desgasta, esfria-o e torna-o liliputiano. Cria uma falsa certeza de que “Agora é mais difícil O Isto acabar!” nem que seja pela obrigação e pela moral que impelem a que se continue “Juntos para todo o sempre!”.
Mas agora…
Sou contra o casamento? Não...
Considero que não faz mal celebrar o amor e querer ter a bênção do mesmo. Entrar e tê-lo ali à minha espera, e à espera da nossa história, com comoção e desejo estampados nos olhos. Enquanto eu, deslavada em lágrimas, acredito veemente que ele é O Ele. Não preciso de 300 convidados, não preciso de um vestido assinado, não preciso de uma quinta fantasticamente cara, não preciso de uma festa. Não vejo o casamento assim!
Vejo-o antes como uma celebração a nós, intima, acercados dos que nos habitam o coração e abençoado.
E por o considerar espiritual será apenas uma continuação. Continuação de um amor que cresce, de uma cumplicidade mais nossa, de um carinho especial…
Também sou assumidamente romântica I., provavelmente até demais! Vivo os sentimentos com exasperação pensando que se não os aproveito até à ultima gota então não vale a pena. Entrego-me totalmente e sem rede. Dou-me e dou! E por isso, estou sempre em risco de quebrar, por vezes pedaço a pedaço, e garanto que é muito mais doloroso.
Também nunca esbocei um casamento de sonho, com vestido, flores, convidados, missa, alianças,… Nunca foi uma ânsia, nunca foi um querer.
Imaginei-o sempre como um acontecimento hipócrita (sem condenar quem o considera um desejo) que apelava ao gasto excessivo de dinheiro e a um contrato - onde eu me tornava literalmente dele e ele se tornava literalmente meu. Como se o amor, de facto, precisasse de um papel e a relação de se tornar visível aos olhos de todos (a famosa anilha!).
Era contra o casamento? Sim, assumidamente!
A tomada de posse causa ruído no amor. Desgasta, esfria-o e torna-o liliputiano. Cria uma falsa certeza de que “Agora é mais difícil O Isto acabar!” nem que seja pela obrigação e pela moral que impelem a que se continue “Juntos para todo o sempre!”.
Mas agora…
Sou contra o casamento? Não...
Considero que não faz mal celebrar o amor e querer ter a bênção do mesmo. Entrar e tê-lo ali à minha espera, e à espera da nossa história, com comoção e desejo estampados nos olhos. Enquanto eu, deslavada em lágrimas, acredito veemente que ele é O Ele. Não preciso de 300 convidados, não preciso de um vestido assinado, não preciso de uma quinta fantasticamente cara, não preciso de uma festa. Não vejo o casamento assim!
Vejo-o antes como uma celebração a nós, intima, acercados dos que nos habitam o coração e abençoado.
E por o considerar espiritual será apenas uma continuação. Continuação de um amor que cresce, de uma cumplicidade mais nossa, de um carinho especial…
É mais um poema num livro com muitas páginas em branco onde nós iremos escrever…
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