“Quando olhamos nos olhos de um cão, simplesmente sabemos. Trespassamos-lhe a alma e sentimos quando não é de confiança.”
A capacidade de ler nas entrelinhas não nos assiste a todos.
A capacidade de ler nas entrelinhas não nos assiste a todos.
Há quem veja preto e branco desconhecendo todo um espectro constituído de milhentas cores e, por isso mesmo, talvez seja mais feliz.
Pois eu, ou não fosse um emaranhado ambulante, tenho a capacidade de ver todas as cores, uma por uma, e se não as decifro invento mais umas. Assiste-me (e atenção que não o digo com orgulho) a capacidade de ler nas entrelinhas. Diria mais - assiste-me a capacidade de ler nas entrelinhas das entrelinhas! Complicado? Muito!
Oiço dizer:
“É normal uma aluna apaixonar-se pelo professor. Parece que existe uma atracção pelo poder ou então deixam-se envolver simplesmente pelas palavras.”
“Eu gosto de ser assim - livre e desprendido!”
“Não acredito nesses amores loucos em que o sofrimento tem que existir.”
“Não pode, com certeza, existir apenas uma alma gémea para cada pessoa!”
O que eu traduzo:
“Mau! Mas será que existem alunas novas que se andam a fazer ao piso? Ou será uma indirecta para - Não te metas com o teu chefe!”.
“Hum… Significa que ando a dormir demasiadas vezes em tua casa? Será que a minha escova de dentes e a minha almofada te estão a sufocar?”
“Para mim é pão pão, queijo queijo. Ou se gosta ou não se gosta. E para se gostar não precisamos de viver para o outro. Ou ela está comigo ou se não quer estar paciência! Há quem queira!”
“Mas ainda existem tontos que pensam que descobriram o amor da vida deles? Almas gémeas? Almas gémeas são as que nós quisermos. É só haver empatia!”.
E é assim que se perdem minutos em pensamentos complexos, entre os lençóis, providos de olhares inquisidores que procuram desalmadamente um sinal.
E é assim que se consegue, por momentos, esquecer todas as outras frases ditas ou como alguém me sussurra ao ouvido
“Mas é preciso dizer? Não te o posso demonstrar?!”
Pois eu, ou não fosse um emaranhado ambulante, tenho a capacidade de ver todas as cores, uma por uma, e se não as decifro invento mais umas. Assiste-me (e atenção que não o digo com orgulho) a capacidade de ler nas entrelinhas. Diria mais - assiste-me a capacidade de ler nas entrelinhas das entrelinhas! Complicado? Muito!
Oiço dizer:
“É normal uma aluna apaixonar-se pelo professor. Parece que existe uma atracção pelo poder ou então deixam-se envolver simplesmente pelas palavras.”
“Eu gosto de ser assim - livre e desprendido!”
“Não acredito nesses amores loucos em que o sofrimento tem que existir.”
“Não pode, com certeza, existir apenas uma alma gémea para cada pessoa!”
O que eu traduzo:
“Mau! Mas será que existem alunas novas que se andam a fazer ao piso? Ou será uma indirecta para - Não te metas com o teu chefe!”.
“Hum… Significa que ando a dormir demasiadas vezes em tua casa? Será que a minha escova de dentes e a minha almofada te estão a sufocar?”
“Para mim é pão pão, queijo queijo. Ou se gosta ou não se gosta. E para se gostar não precisamos de viver para o outro. Ou ela está comigo ou se não quer estar paciência! Há quem queira!”
“Mas ainda existem tontos que pensam que descobriram o amor da vida deles? Almas gémeas? Almas gémeas são as que nós quisermos. É só haver empatia!”.
E é assim que se perdem minutos em pensamentos complexos, entre os lençóis, providos de olhares inquisidores que procuram desalmadamente um sinal.
E é assim que se consegue, por momentos, esquecer todas as outras frases ditas ou como alguém me sussurra ao ouvido
“Mas é preciso dizer? Não te o posso demonstrar?!”
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